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Avaliação do Paciente

Sua avaliação é determinante para salvar mais vidas

A avaliação do potencial doador deve considerar a inexistência de contraindicações clínicas e laboratoriais à doação. Assim, de forma geral, não devem ser considerados doadores:

  • pacientes portadores de insuficiência orgânica que comprometa o funcionamento de órgãos e tecidos a serem doados, como insuficiência renal, hepática, cardíaca, pulmonar, pancreática e medular;
  • portadores de enfermidades infectocontagiosas transmissíveis por meio do transplante, como soropositivos para HIV, doença de Chagas e hepatites B e C. As sorologias para essas doenças devem ser realizadas o mais breve possível. Quando não disponíveis, as equipes de captação providenciarão a sua realização;
  • pacientes em sepse ou em Insuficiência de Múltiplos Órgãos e Sistemas (IMOS);
  • portadores de neoplasias malignas, excetuando-se tumor restrito ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e de cérvix uterino in situ;
  • doenças degenerativas crônicas e com caráter de transmissibilidade.

Em caso de parada cardíaca, as manobras de reanimação habituais devem ser realizadas; quando revertida, os órgãos podem ser retirados, seguindo todo o processo do diagnóstico de morte encefálica.

 

Cuidados com o Doador

 “Procedimentos para preservar o estado dos órgãos doados”

A manutenção do doador exige alguns cuidados básicos, tais como:

a) Garantia de acessos vasculares

b) Tratamento de hipotensão com:

  • reposição volêmica vigorosa (cristaloides e coloides);
  • uso de dopamina (10 ug/kg/min) ou outra droga vasoativa.

c) Ventilação

  • volume inspiratório de 1ml/kg de peso;
  • PEEP: 5 cm de H2O;
  • gasometria arterial periódica.

d) Controle de hipotermia com:

  • focos de luz próximo ao tórax/abdome;
  • infusão e ventilação aquecidas (37º a 40ºC);
  • cobertor térmico, se possível.

e) Outros cuidados:

  • reposição de eletrólitos de acordo com a necessidade – hipernatremia (hipocalemia é o mais frequente);
  • reposição de bicarbonato de sódio em acidose metabólica;
  • correção de hiperglicemia com insulina regular, por via subcutânea ou intravenosa;
  • uso regular de antibióticos profiláticos e terapêuticos;
  • transfusão de sangue quando Hb < 10 g/dl;
  • proteção ocular com gaze umedecida.
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